A advogada e escritora Renata Rodrigues apresenta ao público o livro Eu conheci Machadinho, uma obra de ficção literária que propõe um olhar sensível e imaginativo sobre a infância de Joaquim Maria Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira. Ambientado no Rio de Janeiro do século XIX, o romance combina memória, afeto e invenção para aproximar o leitor do homem por trás do escritor consagrado, tratado na narrativa pelo apelido íntimo de “Machadinho”.
Mais do que uma recriação biográfica, Eu conheci Machadinho se constrói como um convite à intimidade. A obra acompanha o crescimento de um menino atento ao mundo, às palavras e às contradições do seu tempo, explorando os silêncios, as observações e os gestos cotidianos que moldam uma sensibilidade literária em formação. O resultado é uma narrativa que não busca explicar Machado de Assis, mas escutá-lo, permitindo que o leitor caminhe ao seu lado.
A escolha de narrar a história a partir de um ponto de vista íntimo aproxima o leitor do universo emocional do personagem. Em vez de grandes acontecimentos históricos, o livro se concentra nos pequenos gestos, nos pensamentos não ditos e nas percepções silenciosas que constroem uma subjetividade literária. Essa abordagem confere à obra um ritmo próprio, que pede leitura atenta e pausada.
A autora opta por uma linguagem delicada, marcada por humor sutil, reflexão e forte carga poética. O livro dialoga com temas universais como identidade, memória, pertencimento e amor, ao mesmo tempo em que preserva o rigor histórico necessário para recriar o ambiente cultural e social do Rio de Janeiro oitocentista. Ruas, costumes, relações humanas e o cotidiano urbano surgem como pano de fundo para uma história que privilegia a experiência subjetiva.
Estruturalmente, Eu conheci Machadinho é organizado em capítulos que dialogam, de forma livre e afetiva, com títulos e obras do próprio Machado de Assis. Essa escolha não se apresenta como homenagem formal, mas como uma conversa literária entre tempos distintos. Cada capítulo funciona como um fragmento de memória, aproximando passado e presente e reforçando a ideia de que a literatura é um campo contínuo de escuta e diálogo.
Renata Rodrigues constrói uma narrativa que respeita a grandeza de Machado de Assis sem recorrer à solenidade excessiva. O tom é humano, próximo e sensível, permitindo que o leitor se relacione com o personagem para além da figura monumental presente nos manuais escolares. Eu conheci Machadinho propõe, assim, uma reconciliação entre o leitor contemporâneo e um dos maiores escritores da língua portuguesa.
A obra também dialoga com o campo da memória afetiva, explorando como lembranças, espaços e relações moldam a formação de um indivíduo. Ao revisitar a infância de Machado, o livro sugere que a literatura nasce menos de momentos grandiosos e mais de observações silenciosas, encontros fortuitos e experiências aparentemente banais.
Embora ambientado no século XIX, o romance estabelece pontes claras com o presente. Ao abordar a formação de um escritor a partir de suas fragilidades, observações e experiências cotidianas, Renata Rodrigues propõe uma reflexão contemporânea sobre o ato de escrever e sobre o papel da literatura como espaço de escuta, crítica e sensibilidade. O leitor é convidado não apenas a conhecer Machadinho, mas também a reconhecer suas próprias memórias e inquietações ao longo da leitura.
Antes do lançamento oficial, Renata Rodrigues apresentou o protótipo do livro na Academia Brasileira de Letras, em setembro de 2025, durante o lançamento de obra do ator e escritor Lázaro Ramos. A ocasião reuniu nomes da literatura e da cultura brasileira e marcou um momento simbólico do percurso da obra, inserindo o livro em um espaço historicamente ligado à trajetória de Machado de Assis.
O lançamento oficial de Eu conheci Machadinho aconteceu em Montes Claros (MG), reunindo leitores, intelectuais e admiradores da literatura brasileira. A noite foi marcada por conversas sobre o processo de escrita, o diálogo com a tradição literária nacional e a permanência de Machado de Assis como referência viva na formação cultural do país. O evento reforçou o caráter intimista do livro e a relação direta da autora com seus leitores.

Disponível diretamente com a autora, Eu conheci Machadinho vem despertando interesse entre leitores, clubes de leitura e estudiosos da literatura brasileira. O livro se apresenta como uma experiência literária que ultrapassa o simples ato de narrar, convidando à reflexão, à escuta e ao reencontro com a tradição literária nacional sob uma perspectiva sensível e contemporânea.
Mais informações sobre a obra e sobre a autora podem ser encontradas no Instagram:
@renata.minas